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Novembro Azul: a importância do exame na prevenção do câncer de próstata

O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. 

No Brasil, estima-se que cerca de 65 mil novos casos são diagnosticados a cada ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). 

Esse número chama atenção para a importância da conscientização e da prevenção, considerando que muitos desses casos poderiam ser evitados ou tratados com sucesso se detectados em estágios iniciais.

O que é o Câncer de Próstata?

O câncer de próstata é uma das doenças mais comuns entre os homens, especialmente, aqueles com mais de 50 anos.

A próstata é uma glândula pequena, localizada abaixo da bexiga, que faz parte do sistema reprodutor masculino e tem como função produzir parte do fluido que compõe o sêmen. 

Esse tipo de câncer ocorre quando as células da próstata começam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor.

Em muitos casos, o câncer de próstata cresce de forma lenta e pode levar anos para se manifestar com sintomas mais evidentes. 

No entanto, alguns tipos podem ser mais agressivos e se espalhar para outras partes do corpo, como ossos e linfonodos, o que torna a doença mais difícil de tratar. 

Por isso, é essencial que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível, para que as chances de cura sejam maiores.

Estatísticas mostram que o câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens, ficando atrás apenas do câncer de pele não melanoma. 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), cerca de 65 mil novos casos são diagnosticados a cada ano no Brasil. 

Esse número ressalta a importância de campanhas de conscientização, como o Novembro Azul, que buscam incentivar o diagnóstico precoce.

A detecção precoce aumenta as chances de tratamento e cura. 

Exames como o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal permitem identificar alterações na próstata ainda em estágios iniciais, possibilitando intervenções menos invasivas e melhores prognósticos. 

Quando o câncer é descoberto cedo, as opções de tratamento são mais eficazes, e as chances de sucesso são muito maiores.

Câncer de próstata e Novembro Azul
Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS

Principais exames para a detecção do Câncer de Próstata

Quando se trata de prevenir e diagnosticar precocemente o câncer de próstata, dois exames principais se destacam: o PSA (Antígeno Prostático Específico) e o toque retal. 

Esses exames são complementares e, juntos, oferecem uma visão completa da saúde da próstata, permitindo identificar possíveis alterações que podem indicar a presença de um tumor.

Para muitos homens, a ideia de realizar esses exames pode causar certo desconforto ou até levar a questionamentos, mas é importante entender que são procedimentos simples e fundamentais para a saúde masculina. 

Com a combinação do PSA e do toque retal, os urologistas conseguem avaliar tanto os níveis da proteína produzida pela próstata quanto a estrutura física da glândula. 

PSA (Antígeno Prostático Específico)

O exame de PSA é uma das principais ferramentas utilizadas na detecção precoce do câncer de próstata. 

PSA é a sigla para Antígeno Prostático Específico, uma proteína produzida pela próstata que pode ser medida através de um simples exame de sangue. 

Em condições normais, o PSA é encontrado no sangue em pequenas quantidades, mas níveis elevados dessa proteína podem indicar que há alguma anormalidade na próstata.

Embora o PSA elevado seja associado ao câncer de próstata, ele também pode indicar outras condições benignas, como a hiperplasia prostática benigna (HPB), que é o aumento não canceroso da próstata, e a prostatite, uma inflamação da próstata. 

Por isso, é importante que o exame de PSA seja interpretado em conjunto com outros exames e pela análise do histórico médico do paciente, evitando diagnósticos precipitados.

Em termos de periodicidade, a recomendação para a realização do exame de PSA varia de acordo com a idade e o histórico familiar. 

Homens a partir dos 50 anos, sem histórico familiar de câncer de próstata, devem fazer o exame anualmente. 

No entanto, para aqueles que têm parentes de primeiro grau (como pai ou irmãos) diagnosticados com câncer de próstata, recomenda-se que o acompanhamento comece aos 40 ou 45 anos, pois o risco é maior. 

Essa frequência é fundamental para monitorar qualquer alteração ao longo do tempo e agir precocemente se necessário.

O exame de PSA é uma maneira eficaz e relativamente acessível de acompanhar a saúde da próstata, permitindo que, caso haja alguma alteração, o médico possa solicitar exames complementares e determinar o melhor curso de ação. 

Câncer de próstata e Novembro Azul
Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS

Toque retal

O toque retal é um exame complementar ao PSA e desempenha um papel fundamental na avaliação da saúde da próstata. 

Ao realizar o toque retal, o urologista consegue avaliar diretamente o tamanho, a textura e a presença de possíveis nódulos ou áreas endurecidas na glândula prostática. 

Essas informações ajudam no diagnóstico mais preciso, pois algumas alterações podem passar despercebidas no exame de PSA, em casos de câncer de próstata em estágio inicial.

Embora o toque retal seja um exame rápido e simples, ele ainda é cercado por muitos preconceitos e tabus. 

Muitos homens relutam em realizar o exame por questões culturais ou até mesmo por vergonha, mas é importante entender que ele é uma medida de prevenção de extrema importância. 

O exame é realizado em poucos segundos, é indolor e seguro, e permite que o médico obtenha informações que o PSA sozinho não seria capaz de fornecer.

Desmistificar o toque retal é essencial para aumentar a adesão aos exames preventivos e proteger a saúde masculina. 

É importante que os homens enxerguem o exame como uma ferramenta de cuidado com o próprio corpo, sem preconceitos, pois ele pode fazer a diferença na detecção precoce do câncer de próstata e aumentar as chances de cura.

Um exame rápido e preventivo pode salvar vidas, especialmente quando realizado em conjunto com o PSA.

A importância do acompanhamento regular com o urologista

A prevenção sempre é o melhor caminho.

O acompanhamento regular com um urologista permite identificar problemas de saúde antes que eles se agravem e comprometam a qualidade de vida.

O câncer de próstata, em particular, é uma doença que pode ser silenciosa em seus estágios iniciais, o que significa que muitos homens não apresentam sintomas até que o câncer esteja em uma fase mais avançada. 

Por isso, realizar exames periódicos com o urologista é essencial para detectar precocemente quaisquer alterações na próstata e aumentar as chances de tratamento bem-sucedido.

A frequência ideal para consultas e exames varia de acordo com a faixa etária e os fatores de risco de cada homem. 

câncer de próstata
Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS

Para aqueles sem histórico familiar de câncer de próstata, recomenda-se iniciar os exames de rotina por volta dos 50 anos, com consultas anuais. 

Já para homens que possuem fatores de risco, como histórico familiar de câncer de próstata, origem afrodescendente (que está associada a um risco mais alto) ou estilo de vida sedentário, o ideal é que o acompanhamento comece entre os 40 e 45 anos, com consultas também anuais. 

Esse cuidado permite ao urologista monitorar qualquer mudança ao longo do tempo e tomar as medidas necessárias caso sejam identificadas alterações.

Mesmo na ausência de sintomas, a consulta regular com o urologista é uma medida preventiva importante. 

Muitos homens evitam buscar atendimento médico até que percebam um problema evidente, mas, quando se trata de doenças silenciosas como o câncer de próstata, o diagnóstico precoce é fundamental. 

Consultar o urologista regularmente e manter uma rotina de exames preventivos são atitudes que refletem cuidado e responsabilidade com a própria saúde, ajudando a prevenir complicações e promovendo uma vida mais longa e saudável.

Como os exames de próstata podem salvar vidas

Quando o câncer é identificado em seus estágios iniciais, as chances de cura aumentam e os tratamentos disponíveis tendem a ser menos invasivos, preservando a qualidade de vida do paciente.

Em casos diagnosticados, precocemente, algumas das opções de tratamento incluem a cirurgia minimamente invasiva, como a prostatectomia robótica, que permite a remoção do tumor com menor impacto sobre o corpo. 

Outras opções incluem a radioterapia focalizada e a braquiterapia, que é uma forma de radioterapia interna direcionada diretamente para a próstata. 

Essas alternativas oferecem bons prognósticos e têm menor chance de causar efeitos colaterais graves, como incontinência urinária ou disfunção erétil.

Por outro lado, quando o câncer de próstata é diagnosticado em estágio avançado, o tratamento pode exigir intervenções mais agressivas, como a remoção completa da próstata (prostatectomia radical), acompanhada de radioterapia ou quimioterapia para conter a disseminação da doença. 

Essas opções, embora necessárias em estágios avançados, podem afetar a qualidade de vida do paciente e apresentam riscos de complicações.

Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS
Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS

Realizar os exames de PSA e toque retal pode salvar vidas, pois permite que o câncer seja tratado de forma menos invasiva e com maiores chances de sucesso. 

A detecção precoce aumenta a possibilidade de cura e permite que o homem preserve sua saúde e qualidade de vida. 

Por isso, a conscientização e a adesão aos exames preventivos são atitudes essenciais para a saúde masculina.

A saúde masculina precisa ser uma prioridade e quebrar os tabus sobre o exame de próstata é um passo fundamental nesse processo. 

Não deixe a sua saúde para depois.

Está em dúvida sobre o exame de próstata?

Agende uma consulta com um urologista e cuide da sua saúde no Novembro Azul.

A prevenção é o melhor presente que você pode dar a si mesmo e aos que ama.

Foto de Dr. Edurado Jerônimo

Dr. Edurado Jerônimo

Dr. Eduardo Jerônimo é médico urologista formado pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), há 17 anos. É especialista em problemas relacionados ao órgão genital masculino, tratando o assunto com discrição e seriedade.

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