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Câncer de Próstata: 5 mitos e verdades sobre o exame de toque

O câncer de próstata é uma das doenças mais comuns entre os homens, a partir dos 50 anos. 

Embora seja uma condição séria, ela pode ser tratada com sucesso quando detectada cedo. 

Para isso, o exame de toque retal tem um papel essencial, permitindo que o urologista avalie diretamente a saúde da próstata e identifique possíveis alterações.

No entanto, muitos homens ainda evitam esse exame devido a mitos e preconceitos que o cercam. 

A desinformação e o estigma em torno do exame de toque podem colocar em risco a saúde de milhares de homens todos os anos. 

Conheça alguns dos mitos mais comuns sobre o exame e mostrar por que ele é, na verdade, uma ferramenta de prevenção que merece ser valorizada. 

Mito 1: “O exame de toque é doloroso”

Um dos maiores medos em relação ao exame de toque retal é a ideia de que ele causa dor. 

A realidade é que o exame é rápido e, na maioria das vezes, causa apenas um leve desconforto, mas não dor. 

Durante o procedimento, o médico aplica uma pequena quantidade de lubrificante e insere o dedo indicador no reto do paciente, permitindo avaliar o tamanho, a textura e a presença de possíveis nódulos na próstata.

Esse exame dura apenas alguns segundos e é feito com muita cautela para garantir o conforto do paciente. 

Além disso, os urologistas estão treinados para realizar o procedimento de maneira cuidadosa, priorizando sempre a segurança e o bem-estar.

É natural que o paciente sinta algum desconforto, mas a sensação é rápida e passageira. 

Mais importante, o toque retal oferece informações essenciais para a detecção precoce do câncer de próstata, um passo fundamental para aumentar as chances de tratamento eficaz e preservar a saúde.

Portanto, se o receio de dor tem sido uma barreira, saiba que o exame de toque retal é um procedimento tranquilo e de curta duração. 

Como funciona o exame de toque?
Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS

Mito 2: “O exame de toque só é necessário para homens mais velhos”

Muitas pessoas acreditam que o exame de toque retal é apenas para homens mais velhos, mas essa ideia não está totalmente correta. 

A recomendação geral é que homens comecem a realizar o exame a partir dos 50 anos. 

No entanto, para aqueles com histórico familiar de câncer de próstata, especialmente se um parente próximo, como pai ou irmão, teve a doença, o acompanhamento deve começar ainda mais cedo, aos 40 ou 45 anos. 

Esses homens possuem um risco aumentado de desenvolver a doença e, por isso, devem iniciar o monitoramento preventivo mais cedo.

Fatores de risco como histórico familiar, etnia (homens afrodescendentes têm maior risco) e até o estilo de vida podem influenciar a idade indicada para o primeiro exame. 

Seguir essas orientações é essencial para a detecção precoce do câncer de próstata, que, em muitos casos, é uma doença silenciosa e sem sintomas até estágios avançados.

Realizar o exame de toque regularmente, de acordo com a idade e o perfil de risco, é uma maneira eficaz de se cuidar e garantir uma saúde masculina plena. 

Mito 3: “O exame de PSA é suficiente e o toque retal não é necessário”

O exame de PSA (Antígeno Prostático Específico) é, sem dúvida, uma ferramenta importante para o rastreamento do câncer de próstata. 

Ele mede a quantidade de PSA no sangue, e níveis elevados podem indicar problemas na próstata, incluindo o câncer. 

Contudo, é um engano pensar que o PSA sozinho é suficiente para uma avaliação completa.

O toque retal e o PSA se complementam e, juntos, oferecem uma visão mais precisa da saúde da próstata. 

Enquanto o PSA mede alterações bioquímicas, o toque retal permite ao urologista sentir diretamente a glândula prostática e identificar nódulos, endurecimentos e outras anormalidades que podem indicar a presença de um tumor. 

Em muitos casos, um tumor pequeno e localizado pode não afetar o nível de PSA, mas será perceptível ao toque.

Para garantir um diagnóstico preciso e aumentar as chances de detecção precoce, é essencial realizar ambos os exames. 

Essa abordagem combinada é mais eficaz para identificar o câncer em estágios iniciais, o que é crucial para o sucesso do tratamento e a preservação da saúde masculina.

Mito 4: “Fazer o exame de toque afeta a masculinidade”

Um dos tabus mais comuns em torno do exame de toque retal é a ideia de que ele de alguma forma interfere na masculinidade. 

Esse pensamento, alimentado por preconceitos culturais, ainda faz com que muitos homens evitem o exame, o que coloca a saúde em risco. 

Assim, é fundamental entender que o exame de toque é apenas um procedimento médico, realizado com o objetivo de prevenir e diagnosticar o câncer de próstata precocemente.

A masculinidade de um homem não é definida por um exame preventivo, mas sim por suas atitudes de cuidado e responsabilidade com a própria saúde. 

Realizar o exame de toque é uma demonstração de autoconfiança e coragem, pois representa a disposição de tomar atitudes preventivas em prol do próprio bem-estar e da qualidade de vida.

Ao enxergar o exame de toque como uma ferramenta essencial para preservar a saúde, os homens podem quebrar esse estigma e cuidar de si mesmos sem medo ou vergonha. 

Afinal, a prevenção é o melhor caminho para uma vida longa e saudável, e o exame de toque é uma das maneiras mais eficazes de garantir a detecção precoce do câncer de próstata.

Mitos sobre o exame de toque
Dr. Eduardo Jerônimo | Urologista em Dourados - MS

Mito 5: “Se eu não tenho sintomas, não preciso fazer o exame de toque”

Muitos homens acreditam que, na ausência de sintomas, não há necessidade de realizar o exame de toque. 

No entanto, o câncer de próstata é uma doença que, em muitos casos, evolui de forma silenciosa. 

Nos estágios iniciais, é comum que o câncer de próstata não cause nenhum sintoma perceptível, o que torna o exame de toque ainda mais importante para uma detecção precoce.

A detecção precoce é um dos fatores mais críticos para o sucesso no tratamento do câncer de próstata. 

Quando a doença é identificada logo no início, as chances de cura são significativamente maiores, e os tratamentos tendem a ser menos invasivos. 

Assim, mesmo que o homem não apresente sintomas, a realização de exames periódicos, como o toque retal e o PSA, é essencial para garantir uma avaliação completa da saúde da próstata.

Para homens com idade acima de 50 anos, a recomendação é realizar o exame anualmente. 

Já para aqueles com fatores de risco, como histórico familiar de câncer de próstata, o acompanhamento deve começar mais cedo, por volta dos 40 ou 45 anos. 

A importância de superar o preconceito e realizar o exame de toque

O exame de toque retal é uma das ferramentas mais acessíveis e eficazes para a detecção precoce do câncer de próstata. 

Por ser um procedimento simples, rápido e que não exige tecnologia complexa, ele está disponível em grande parte das unidades de saúde e pode salvar muitas vidas. 

Por meio do toque, o urologista é capaz de identificar nódulos ou outras alterações na próstata que poderiam passar despercebidas em exames de sangue, como o PSA. 

Essa capacidade de avaliação direta torna o exame de toque um recurso indispensável na prevenção do câncer de próstata.

Superar o preconceito em torno desse exame é essencial para proteger a saúde masculina. 

Ao enxergar o exame de toque como uma medida de cuidado e prevenção, os homens podem dar um passo importante em direção ao bem-estar e à qualidade de vida. 

Realizar o exame é uma atitude de responsabilidade e autoconfiança, uma demonstração de que o cuidado com a própria saúde está acima de qualquer estigma ou tabu.

A prevenção e o diagnóstico precoce são fundamentais, pois aumentam as chances de sucesso no tratamento do câncer de próstata. 

Quando a doença é identificada no início, os tratamentos são mais eficazes e as chances de cura são muito maiores. 

Lembre-se de que conversar com um urologista e realizar exames preventivos são atos de cuidado consigo mesmo e com aqueles que você ama.

Tem dúvidas sobre o exame de toque?

Agende uma consulta e esclareça todas as suas questões com um urologista.

Sua saúde merece esse cuidado!

Foto de Dr. Edurado Jerônimo

Dr. Edurado Jerônimo

Dr. Eduardo Jerônimo é médico urologista formado pela UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), há 17 anos. É especialista em problemas relacionados ao órgão genital masculino, tratando o assunto com discrição e seriedade.

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